Esta poesia ja tinha publicado a muito tempo atras aqui no recanto mas deletei sem querer, então estou publicando ela novamente, é uma poesia que gosto muito e foi feita no meu periodo de adolescencia, logo que comecei a escrever meus primeiros rabiscos.
CANTO DO ABANDONO
Silêncio, só silêncio. Nenhum ruído na noite. A vida é calma, tudo é calmo. O mundo parou, as estrelas adormeceram. Tudo é silêncio...
Amanhece, mas eu não vejo. Acho que o sol se retirou... As aves ficaram mudas, já não ouço a algazarra das crianças. É tão triste esta monotonia, para mim já nem existe o amanhã... Eu me encontro tão sozinha!
Os pensamentos pararam, só sinto o pranto amargo e quente, Rolarem pelas faces que estão sem vida. O coração parou, não ouço batidas...
Este torpor que me invade a alma, me torna quase calma... Por que não vejo a luz, por que sempre é tudo tão escuro? Onde está o luar? Onde está o sol? Onde estão as estrelas? Quero vê-las!
Mas há muito que me encontro sozinha, nesta imensa solidão! Minha única companheira é a eterna desilusão...
Quero gritar, quero falar! Não tem som o meu eco Estou viva, mas não vivo, não sei o que é viver... Estou solta, mas vivo numa prisão, E o meu cárcere eterno é esta imensa solidão...