Natal época de festas Reunião de família, mesa farta Troca de presentes, abraços, felicidade Espumantes borbulhando nas taças
Mas para muitas pessoas Um dia como outro qualquer Onde a fome grita no estomago E as pernas sôfregas e cansadas Procuram um canto qualquer Para mais uma noite ao relento
Pobres seres invisíveis aos nossos olhos Farrapos humanos a vagarem noite adentro Olhando tanta fartura e tanta alegria E eles ali sozinhos e esquecidos Procurando migalhas no caminho